Calendário
A Ordem no Caos
Todas as vozes sobem ao céu,
cada qual com um tambor distinto.
Quando Sandall brilha, marchamos.
Quando Ellaren surge, ouvimos.
— Bakabaka “Abetarda Branca” Awon'Biama, Cantora dos Ciclos
Na maior parte do mundo de Asgalon, os povos convencionaram em marcar o inicio dos seus calendários a partir da vitória dos Deuses Justos sobre os Dragões Tyranos na Quarta Guerra dos Dragões. Esse evento deu início à chamada Idade dos Justos, abreviada como I.J. Tudo que aconteceu antes, por convenção, é referido como tendo se passado Antes dos Justos, identificado por A.J. nos documentos e histórias.
A contagem do tempo do chamado Calendário de Panorica ou Calendário dos Justos leva em consideração dois elementos principais: o Ciclo de Sandall — responsável pelas estações; e o Ciclo de Ellaren — que gera a alternância entre as horas de luz e às de escuridão.
Existem variações nos costumes associados a esses elementos, mas as diferenças de nomenclaturas e rituais se dão mais por questões culturais regionais do que pela existência de múltiplas espécies sencientes no mundo de Asgalon. Apesar da não uniformidade, a essência das práticas cotidianas e das crenças sobre às influências do Ciclo de Sandall e de Ellaren sobre a vida dos habitantes de Panorica é praticamente universal.
Ciclo de Sandall
Sandall é o deus da luz e o corpo celeste que ilumina os dias no mundo de Asgalon.
A unidade básica do Ciclo de Sandall são as jornadas que, em Panorica, possuem 7 dias — chamados de ciclos — nomeados segundo um dos dezesseis Deuses Justos. Abrindo cada jornada vem Haelik, seguido por Glurodir, Pelur, Yil, Arwenwel, Sandall e, fechando as jornadas temos o dia dedicado a Ellaren.
Na maior parte de Panorica, por tradição, determinadas atividades somente são realizadas no ciclo apropriado de cada jornada e quebrar esse costume é visto em muitas regiões como um sinal de mal augúrio para o infrator.
- Haelik: Assinatura de tratados, acordos ou contratos.
- Glurodir: Início de guerras, duelos ou competições esportivas.
- Pelur: Ritos fúnebres e limpeza dos templos.
- Yil: Rituais de passagem, cortes de cabelo e mudanças ou viagens longas.
- Arwenwel: Casamentos e declarações de amor.
- Sandall: Coroações, eleições e início de grandes obras.
- Ellaren: Julgamentos e reuniões de conselhos.
O Calendário dos Justos divide o Ciclo de Sandall em dois grupos: os meses de Dias Longos, compostos pela primavera e verão; e os dos Dias Curtos, formados pelo outono e inverno. Cada estação compreende três meses, sendo o verão a estação com o maior número de horas de claridade e o inverno aquela com o menor.
Cada mês em Panorica é nomeado segundo a principal característica que o rege e possui um festival que é comemorado em todas as regiões do Continente com pequenas variações.
Ciclo de Ellaren:
Ellaren é tanto a deusa da noite e da luz negada, como também o corpo celeste responsável por afastar Sandall todos os ciclos, criar as marés e servir como um relógio nos céus que acompanha o progredir de cada mês.
Juntamente com essa função de divisão do tempo, suas diferentes fases ao longo de um mês, impactam em vários aspectos da vida cotidiana de Panorica. Segundo os estudiosos isso acontece por suas fases estarem relacionadas, de alguma forma ainda não completamente compreendida, com os Exuberantes e as forças essenciais que eles representam.
- Oculta: Rupturas acontecem mais facilmente e segredos jurados costumam perdurar.
- Influência: Bokwus, Exuberante das Trevas.
- Luz: Nenhuma, o céu está escuro.
- Forma: Ellaren está completamente invisível.
- Fenda: O tempo parece fluir de forma incerta e relógios costumam falhar.
- Influência: Fräulein, Exuberante do Tempo.
- Luz: Um brilho azul-pálido e cortante rasga a escuridão.
- Forma: Uma fenda de luz crescente no lado esquerdo.
- Vigília: A sensibilidade se acentua e sentidos, emoções e empatia ganham força.
- Influência: Alven, Exuberante da Emoção.
- Luz: Um crescente firme, de cor azul-acinzentada.
- Forma: Arco sólido e crescente no lado esquerdo.
- Ascensão: Tudo que começa nessa fase tende a crescer.
- Influência: Gomme, Exuberante da Forma.
- Luz: Azul-violeta levemente pulsante.
- Forma: Metade esquerda de Ellaren visível, em crescente firme.
- Ardente: Favorece mudanças, viagens e decisões ousadas.
- Influência: Phouka, Exuberante do Sonho.
- Luz: Brilho prateado com reflexos dourado-quentes.
- Forma: Ellaren quase cheia, ainda desigual, como um passo em dança.
- Plena: Mentiras não se sustentam e segredos são revelados.
- Influência: Sidhe, Exuberante da Luz.
- Luz: Branco-prateada intenso, puro e radiante, sendo a mais clara de todas as fases.
- Forma: Círculo completo e impecável, como um espelho celeste.
- Trégua: As leis da física tornam-se imutáveis e a magia encontra resistência.
- Influência: Dakini, Exuberante da Realidade.
- Luz: Tom dourado-esbranquiçado, em leve declínio.
- Forma: Ellaren começando a minguar pela borda esquerda, parecendo suspensa no tempo.
- Pálida: A convicção molda a realidade e verdades subjetivas tornam-se tangíveis.
- Influência: Agogwe, Exuberante da Crença.
- Luz: Tom amarelo-pálido, suavemente esmaecido.
- Forma: Metade direita visível, com a sombra aumentando na esquerda.
- Remanescente: O passado torna-se um fardo vívido, sufocando os inícios com o que veio antes.
- Influência: Trow, Exuberante da Consciência.
- Luz: Um tom arroxeado e frio, quase fantasmagórico.
- Forma: Um risco delicado à direita, como uma unha fina sobre véu de névoa.
- Exílio: Tempo de silêncio, introspecção e receio entre conjuradores.
- Influência: Nenhuma.
- Luz: Uma sombra de tom púrpura profundo corta Ellaren, como se banida dos céus.
- Forma: Fina lâmina na direita de Ellaren, quase imperceptível, como uma foice.

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